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Lisboa vai partilhar dados com cidadãos sobre a qualidade do ar

25/10/2019
Sensores vão cobrir a capital e a informação poderá ajudar a mudar comportamentos. Será mais um exemplo de como a partilha de dados poderá ser importante na construção de cidades cada vez mais inteligentes em prol das necessidades de todos os cidadãos

Gerir dados é cada vez mais essencial para se transformar as cidades em smart cities. É através desses dados que melhor se poderá entender como servir a população, pensando nas necessidades do cidadão e não tomando decisões com base em estudos de “passageiros médios”. Além de tentar ter dados sem violar a privacidade de cada um, Lisboa – que está em pleno processo de transformação – também vai fornecer dados às próprias pessoas, para que estas tenham a perceção dos comportamentos que têm de ser mudados.

Miguel Gaspar, vereador da Mobilidade e Segurança da Câmara Municipal de Lisboa (CML), anunciou que a capital vai estar coberta de sensores que vão medir a qualidade do ar e esses dados vão estar disponíveis a todos. “Poderá mudar comportamentos”, salientou durante o debate “Ciência de Dados e Big Data no Planeamento e Gestão da Mobilidade Urbana em Lisboa. Mais um passo para melhorar a qualidade de vida, numa cidade que tem sofrido muitas obras, que começam por ser muito criticadas quando reduzem o espaço para carros, aumentando para o peões ou meios de mobilidade suave, mas: “Três meses depois já gostam. As pessoas gostam do espaço público.”

Hoje em dia os dados são então avaliados não para o “passageiro médio”, ou seja, recolhendo informações que são vistas de uma forma mais geral, mas para tentar responder às diferentes necessidades que se tem durante o dia. “Temos de ser gestores de pessoas”, salientou Miguel Gaspar, dando exemplos como é importante saber se é preciso reforçar os transportes em certas horas, ou como se é necessário enviar os serviços de limpeza porque houve alguma concentração de pessoas num local. Com a tecnologia a ser essencial no processo de aceleração do processo de gestão de dados, o vereador afirmou que a CML já investiu numa plataforma que permitiu integrar 41 sistemas diferentes.

Miguel de Castro Neto, subdiretor e coordenador do NOVA Cidade – Urban Analytics Lab da NOVA Information Management School, tem trabalhado com a câmara precisamente na gestão de dados e realçou como “Lisboa é uma espécie de oásis”, pois tem feito o esforço para combinar essa informação de forma a planear e gerir o território. Um dos projetos em marcha é poder prever onde será necessários os bombeiros estarem preparados para invervir no dia seguinte.

No entanto, quando se fala de Big Data, a privacidade é sempre uma preocupação. “Não precisamos de saber quem são as pessoas”, referiu Castro Neto, acrescentando como não é a CML que melhor conhece os comportamentos das pessoas, mas as empresas privadas. O desafio é encontrar uma plataforma comum para que se possa aceder aos dados, sem violar a privacidade de cada um.

Miguel Gaspar deu o exemplo da entrada das trotinetes e de como as empresas assinaram compromisso de partilha de dados para assim se gerir este meio de transporte, tendo sido essencial para se criar as chamadas zonas vermelhas (proibido parar) e zonas de estacionamento para este tipo de veículos. “Os dados permitem dar mais flexibilidade às pessoas, dar mais serviço público, sem colocar em causa a segurança.”

Miguel de Castro Neto acrescentou que se se conseguir construir uma nova realidade através do estudo de dados, as pessoas irão utilizar menos o automóvel, frisando como agora já não se trabalha a pensar no “passageiro médio”.

Quanto ao futuro, o vereador da CML acredita no veículo autónomo, mas não apenas no partilhado, considerando que vai continuar a existir o particular, o que continuará a trazer desafios a nível do estacionamento. Outro exemplo a olhar para uma era diferente, é o cartão Navegante Escola “que tem potencial para ser o primeiro ID digital”. Para Miguel Gaspar poderá ser uma forma de no futuro as pessoas estarem ainda mais conectadas com as cidades onde vivem.

Miguel de Castro Neto referiu dois exemplo. O “distópico” olha para o futuro com uma monitorização tal, que os próprios comportamentos se tornarão quase automáticos. Já no exemplo utópico, a tecnologia será usada para construir um futuro diferente. “O grande desafio é perceber que a tecnologia é um meio e que está disponível como serviço. Conseguimos construir um futuro diferente.”

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