pms-logopms-logopms-logopms-logo
  • MOBI SUMMIT
    • MOBI DELOITTE
    • NOTÍCIAS
      • NOTÍCIAS 2019
      • NOTÍCIAS 2018
    • PMS 2019
      • FOTOS DO EVENTO
    • EDIÇÕES ANTERIORES
    • CONTACTOS
    • BILHETES-PACOTES
    • MOBI EXPERIÊNCIAS
  • PROGRAMA
  • MOBI EDP
  • MOBI VIA VERDE
  • MOBI FIDELIDADE
  • MOBI CEiiA
  • MOBI CASCAIS
  • PT
    • EN

Marleen Stikker: “Estamos a começar a falar dos algoritmos éticos, o abrir da caixa negra”

25/10/2019

O uso dos dados pelas empresas e a digitalização da sociedade não são o caminho certo, defendeu Marleen Stikker, fundadora a WAAG. Em cidades como Barcelona e Amesterdão já está em andamento um projeto pelo uso correto dos dados das pessoas.

“É uma afirmação arrojada dizer que a internet está estragada e ainda mais arrojado dizer que podemos consertá-la. Porque perdemos a nossa privacidade.” A firmação é de Marleen Stikker, fundadora da WAAG, e oradora da intervenção “RWX, How to Reclaim Our Sovereignty in the Digital World” no Portugal Mobi Summit.

Stikker é uma grande defensora das sociedades inclusivas e das tecnologias abertas e aos serviços dos cidadãos, mas acredita que ainda há um longo caminho a percorrer. “Há muitas pessoas que veem a tecnologia como uma caixa negra, porque não sabem o que está lá dentro, mas têm de confiar”, afirmou, referindo “The Black Box Society”, um livro que nos mostra que não conhecemos as regras que estão subjacentes às tecnologias que usamos.

A holandesa defendeu ainda que atualmente “”tudo digital. A ideia é de que nos vai ajudar, que nos vai tornar mais saudáveis”. No entanto, Stikker chamou a atenção para o facto de a mudança de tudo para o digital representar 20% do consumo de energia. “Será que isso é solução?”, questionou.

Outra questão que rege o trabalho de Marleen Stikker é a questão da propriedade dos nossos dados, lembrando que “muitas são as empresas que estão nos nossos bolsos, nas nossas vidas. Que conseguem prever o que vamos fazer”. “Os algoritmos também podem influenciar a forma como vemos o mundo, como pensamos o mundo”, reforçou.

Na opinião da fundadora da WAAG, na Europa já foi dado um grande passo com a aprovação da Diretiva de Proteção de Dados. Um passo que está a influenciar o resto do mundo. “O reconhecimento facial está a ser proibido em muitos sítios, como em todo o estado da Califórnia, por exemplo”, informou.

Mas será que é possível ter a tecnologia só para o bem? “Há cidades como Barcelona e Amesterdão que têm um manifesto pelo correto uso dos dados das pessoas. Este está a ser usado como um ponto de partida. E deve ser usado para pensarmos como queremos mudar o ambiente digital”, contou Stikker.

“Por exemplo, informações sobre mobilidade são importantes para estabelecer um padrão, mas não queremos que esses dados sejam comercializados. Que caiam nas mãos erradas. Empresas como a Uber podem envolver-se no nosso projeto, mas temos de criar um escudo de acesso à informação”, explicou.

“Estamos a começar a falar dos algoritmos éticos, o abrir da caixa negra. Como a alimentação, que tem a segurança alimentar, para a tecnologia tem de se criar mecanismos de segurança”, prosseguiu a holandesa.

Mas para tirar as dúvidas a quem a tivesse a ouvir, Stikker deixou um esclarecimento sobre a sua relação com a tecnologia: “Eu sou muito crítica sobre a tecnologia, mas não sou contra! Mas os modelos de negócio destas empresas baseia-se na vigilância e isso é errado. É por isso que o projeto Decode, que está a ser usado em Amesterdão e Barcelona, é importante.”

  • Facebook
  • Twitter
  • LinkedIn

Artigos Relacionados.

Cascais, 24/10/2019 - Mobi Summit Portugal 2019 no campus da Nova School of Business and Economics em Carcavelos. Giovanna D'Esposito, General Manager South West Europe da Uber ( Filipa Bernardo/ Global Imagens )

06/11/2019

Uber diz que mobilidade pode ser garantida por apenas 3% dos veículos


Saber Mais

(Carlos Manuel Martins / Global Imagens

06/11/2019

Vera Pinto Pereira: “Em 2020 teremos 300 pontos de carregamento público”


Saber Mais
06/11/2019

Desperdiçamos 12 mil milhões por não reciclar ouro dos carros


Saber Mais

Tudo o que sempre quis saber sobre mobilidade sustentável.

Uma cidade sem carros ainda é uma utopia? E o hidrogénio? Quanto tempo vai levar a transição do motor a combustão para o elétrico e deste para a verdadeira mobilidade limpa do hidrogénio? E como usar a tecnologia para criar cidades mais inteligentes, mas também mais ética e socialmente mais justas? A Europa está preparada para uma transição energética responsável, aceite por cidadãos e comunidades? Será possível chegar à neutralidade carbónica em 2050 sem limites de emissões mais rigorosos ou novos impostos sobre veículos e combustíveis?

Conheça de perto, contados na primeira pessoa, exemplos do que está a ser feito e sonhado, nestes e noutros domínios pelo mundo fora, da Finlândia ao Japão no palco do Portugal Mobi Summit.

O maior evento de mobilidade vai trazer a Portugal especialistas mundiais como o japonês Katsuhiko Hirose, um dos pais da pilha de combustível a hidrogénio, ou a Finlandesa Sonja Heikkilä, que mudou a face da mobilidade em Helsínquia com uma app, cunhou a expressão Mobility as a Service e acredita em centros urbanos livres de carros particulares.

Também o futuro das plataformas de mobilidade partilhada será antecipado por Giovanna D’Esposito, que, aos comandos da UBER, está a planear o crescimento do negócio para Portugal, Espanha, Itália e Croácia.

Inscreva-se já!

Inscreva-se Grátis

Receba updates e promoções
no seu email


2019 © Portugal Mobi Summit
  • Sem traduções disponíveis para esta página