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No final de 2023 quase metade da frota da Carris será movida a energias limpas

O presidente da operadora de transportes públicos de Lisboa garantiu que a Carris vai adquirir 90 novos autocarros elétricos e a gás já no próximo ano e que em 2023 também vão chegar 15 novos elétricos articulados. Metas anunciadas por Pedro Bogas na abertura da Feira da Mobilidade, no Hub Criativo do Beato

No final de 2023 quase metade da frota da Carris será movida a energias limpas

"A Carris quer ser a mobilidade inteligente do futuro". A premissa foi deixada por Pedro Bogas, presidente da operadora de transportes públicos da capital, na sessão de abertura do Portugal Mobi Show - Feira da Mobilidade, no Hub Criativo do Beato, em Lisboa. Para mostrar o empenho da Carris na mobilidade sustentável, Pedro Bogas lembrou que neste último ano, a operadora adquiriu 70 novos autocarros elétricos e a gás e que no próximo ano adquirirá 90 novos autocarros "verdes".

Acresce que no próximo ano vão chegar 15 elétricos articulados já a ser fabricados neste momento em Espanha. "Isto faz com que no final de 2023 quase 50% da frota da Carris seja a energias limpas, o que coloca Lisboa ao nível da maioria das cidades europeias", frisou o presidente da Carris. "No final de 2026 vamos ultrapassar os 80% de frota a energias limpas".

Movida pelo "grande objetivo de tirar os carros das ruas da cidade, tal como a EMEL", a Carris está também a trabalhar para atrair mais passageiros para o transporte público, facilitando o acesso físico e económico aos seus autocarros e elétricos. "Estamos a trabalhar com vários parceiros tecnológicos e institucionais para permitir o acesso aos transportes com o cartão bancário e também a desenvolver a possibilidade de aceder com o telemóvel através de aplicações em fase de produção. Também apostamos na evolução ao nível da informação, os clientes precisam de informação em tempo real e por isso estamos a desenvolver a nossa aplicação. O facto de podermos chegar a uma paragem e saber quanto tempo falta permite organizar melhor a viagem", referiu Pedro Bogas.

No acesso económico, a Carris teve "uma grande ajuda da Câmara de Lisboa com a medida da gratuitidade para os idosos maiores de 65 anos e para os jovens até aos 23 anos". Sobretudo no que diz respeito aos jovens, a medida "é fundamental para atrair novos passageiro para o transporte público", o que coloca à empresa o "grande desafio" de conseguir "fidelizar os clientes". 

E se o objetivo é atrair passageiros, Pedro Bogas lembrou outro fator que precisa de ser melhorado: a velocidade comercial dos veículos da Carris. "Temos algumas dificuldades em Lisboa. O ano passado a velocidade comercial foi de 14 quilómetros por hora, que é baixa. Precisamos de ter mais corredores BUS e estamos a desenvolver projetos nesse sentido com o vereador da Mobilidade da Câmara de Lisboa. A prioridade semafórica também é muito importante e nesse capítulo estamos a desenvolver um projeto piloto para aumentar a velocidade comercial".

Ao nível da qualidade do serviço, a operadora tem dado formação aos tripulantes para que estes sejam também relações públicas no trato com os clientes.

Finalmente, a Carris foi a primeira empresa de transportes do país a ter uma certificação de segurança rodoviária, acrescentou Pedo Bogas.

Fundada há 150 anos, a operadora de Lisboa continua hoje pioneira como foi então quando "em 1901 introduziu os elétricos na capital e no início do século XX já tinha uma frota totalmente elétrica".

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