
"Robotaxi" autónomo para logística testado em Portugal

Os veículos parecem mais uma caixa com 4 rodas mas vão testar condução 100% autónoma, durante este ano de 2026, em percursos pequenos, controlados à distância, o mais provável na região de Aveiro, fruto da parceria da portuguesa, Salvador Caetano Auto, com a chinesa, Neolix Technologies, pioneira em logística e em robovan ou veículos elétricos totalmente autónomos projetados para transporte coletivo até 20 pessoas ou cargas pequenas e médias.
No futuro, poderá significar um serviço de robotáxis de larga escala, mas por enquanto, avançam os primeiros testes de condução autónoma em solo português, resultantes da aliança da Neolix com a Salvador Caetano Auto que coloca o projeto nas mãos da Caetano Mobility.
Miguel Fonseca, CEO da Caetano Mobility e Administrador Executivo da Salvador Caetano Auto confirma que para já, avança a prova de conceito e a longo prazo, também está prevista a implementação em escala, deste tipo de soluções que decorrem desta aliança. No entanto, “o arranque da operação pode ser muito rápido, dependendo do enquadramento regulamentar“, acrescenta.
O responsável pela mobilidade e transição energética deste grupo empresarial português esclarece ainda que os veículos usados nestes testes de prova de conceito, não são um verdadeiro automóvel, mas antes, veiculos, tipo boxes, uma espécie de caixa, sem cabine para condutor, equipada com quatro rodas, que contem equipamentos e tecnologia, para proporcionar condução autónoma.
Esses veículos possuem soluções de inteligência artificial, que decidem a trajetória e a ação dos próprios veículos e respondem a uma sequência de serviços que são definidas também por sistemas de IA, que sequenciam as entregas de mercadorias.
Adianta que neste caso a prova de conceito se centra em mercadorias e na sua entrega, de um ponto A para um ponto B, entre armazéns, feito de uma forma segura e extremamente eficiente, pela lógica que vai estar por trás da gestão do serviço, em termos de integração de soluções de inteligência artificial.
O gestor que tem vasta experiência profissional no grupo Salvador Caetano, desde o Basil, ao Japão, aos EUA e Europa, incluindo, Espanha, Reino Unido Alemanha e Bélgica, não esconde que a ambição do projeto é maior.
“Não posso esconder que esta é a prova de conceito mas a evolução que tem tido esta tecnologia nos últimos anos, tem sido estratosférica e faz-nos pensar que a aplicabilidade de soluções de veículos autónomos, em escala, vai ser uma realidade nos próximos três a cinco anos, sem nenhuma dúvida. A nossa prova de conceito é apenas o primeiro passo de um longo caminho. Tal como, o primeiro passo do homem na Lua, que foi um pequeno passo na Lua, mas um grande passo para a humanidade e a Salvador Caetano quer estar nessa linha de frente.”
Em 2027, o grupo espera entrar numa fase de escalabilidade, desta solução, numa altura em que na área de mobilidade, já tem um serviço logístico que distribui encomendas, que se chama Be Driven, temos um Flash Delivery, e este Flash Delivery. Miguel Fonseca acrescenta que têm clientes importantes em Portugal, “grandes grupos, entre eles, as mais significativas grandes superfícies. “









