
Hesse quer duplicar fabrico de Ecobus BRT em Famalicão

A fabricante suíça de autocarros que se estabeleceu na zona industrial de Lousado, no concelho de Vila Nova de Famalicão em 2022, já está a produzir um autocarro por dia e agora estuda a expansão de 1/3 da fabrica para continuar a responder a encomendas, estimando entregar 220 novas unidades, numa altura em que já produziu veículos BRT para 6 cidades do mundo.
A Hesse Portugal está iniciar o estudo para aumentar em 1/3 a capacidade da fabrica que instalou há 4 anos em Lousado, no concelho de Vila Nova de Famalicão para responder às encomendas do autocarro BRT que desenvolve para varias cidades do mundo.
Nesta altura, com mais de 300 trabalhadores já produz 80% de um veiculo diariamente, que depois é acabado na fábrica da Suiça e avisa que antes de 2028 não consegue fazer mais entregas.
O Ecobus, é um veiculo BRT, com duas versões, uma 100% elétrica, outra troley, adaptável a qualquer sistema energético urbano, pois foi idealizado para linhas de metrobus, que apesar dos projetos em curso em cidades portuguesas, como o Porto, tem tido encomendas de cidades longínquas, desde a Austrália, a Suiça, França ou Itália e já com futuras encomendas para outros destinos.
Este não é um autocarro de catálogo, diz Pedro Azevedo administrador da empresa, mas sim um veiculo adaptável às necessidades do cliente e com assistência por 50 anos.
Em 2025 foram produzidas 125 unidades e até final deste ano, conta fabricar outros 220, mas antes de 2028 não consegue fazer novas entregas, perante o numero de encomendas e de interesse manifestado por novas cidades, em especial na Europa.
Agora, a empresa iniciou reuniões para concretizar o projeto de aumento de capacidade em 1/3 na unidade de Lousado, o que pode significar mais uma centena de postos de trabalho,
Para já, conseguiu colocar veículos nos sistemas de transportes públicos de cidades, desde a Austrália, à Suiça, França e Itália e considera que em Portugal este é um ano de de estabilização da operação, com perspetivas de crescer mais.
Só em março, a operação portuguesa já faturava 72 milhões de euros e face à procura será inevitável novo investimento nas instalações no concelho de Famalicão, escolhido pelas condições de criação de empresa e crescimento industrial, acima da média do país, acrescenta o administrador da Hesse Portugal.
Pedro Azevedo admite que o cenário geopolítico pode interferir nas cadeias de logística de alguns clientes, mas não prevê grandes perturbações na operação em território português, até porque a descarbonização não é apenas um desígnio da Europa e há cada vez mais cidades a querer converter os seus sistemas de transportes públicos para soluções de mobilidade mais amigas do ambiente.









