
Portugal reforça investimento na ferrovia

Com o aditamento ao contrato da CP com a Alstrom para aquisição de mais 36 unidades, a juntar ao total de compra de 117 automotoras previstas no contrato original e a somar à autorização dada a esta empresa publica ferroviária para obter 20 comboios para a Alta velocidade, o governo reclama estar a realizar neste domínio o maior investimento jamais feito no país, traduzido num custo global na ordem de 1.8 mil milhões de euros.
O aditamento ao contrato da CP com a Alstrom vai permitir a compra de 153 automotoras, exigindo um reforço de investimento na ordem de 318 milhões de euros.
Na prática, a empresa publica portuguesa ferroviária junta à encomenda de 117 comboios, mais 36 para reforço do serviço urbano, para o qual estavam previstos 62 dos encomendados, além de mais 55 destinados ao serviço regional.
Os novos comboios estão previstos chegar a Portugal em 2029 e alguns serão construídos em território nacional com a instalação de uma oficina em Matosinhos, que prevê criar cerca de 300 postos de trabalho diretos e reforço de competências profissionais no sector da ferrovia.
Em comunicado, o ministério das infraestruturas e habitação, adianta que este é um contributo para “modernização e reforço” da oferta da CP em todo o país e que, além de reforço de frota, o aditamento ao contrato, prevê a antecipação da ultima entrega para 2031, ou seja, menos dois anos face ao contrato atual vigente.
À compra das 153 unidades, o executivo soma a autorização dada à CP para a aquisição de outras 20 unidades destinadas à Alta Velocidade, no valor de 584 milhões, para dizer que está a realizar o maior investimento jamais feito no país ao nivel de compra de comboios, num total de 195 unidades que representam um custo total de 1,8 mil milhões de euros.
Na cerimónia de oficialização do aditamento, em Aveiro, Miguel Pinto Luz, ministro das infraestruturas e habitação, afirmou que se trata de “um momento histórico”, pois entre 2025 e 2031, não haverá um único ano na CP, sem a entrega de novo material circulante.
“Estamos a falar no total de mais de 190 comboios novos para a CP que representa a renovação de pouco mais de 40% da frota total da CP”, adiantou.
Para este responsável do governo com a tutela da ferrovia, a companhia publica esteve mais de 20 anos sem receber comboios e a média de idade da sua frota são mais de 40 anos, considerando que o país não pode continuar a sobreviver com poucos e maus comboios.
Para além da aquisição do material circulante, Pinto Luz adiantou que o Governo está a "empoderar a CP em capital humano, com um acordo que garantiu paz social, e com a capacidade de desenhar políticas de preço", realçando que a empresa atingiu em 2025 um recorde de mais de 200 milhões de passageiros transportados.
“Queremos que a CP seja grande, queremos que a CP seja incumbente e queremos que a CP mantenha contas certas, porque terá contas certas com os portugueses”, rematou o ministro.









