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Vêm aí os táxis voadores de “Blade Runner 2049”

Não é um pássaro, não é um avião, é um eVTOL. Trata-se de uma espécie de aparelho voador elétrico que chegará às cidades já em 2023 ou 2024 como táxi aéreo e para os peritos do sector será um “novo normal” em 2030

Vêm aí os táxis voadores de “Blade Runner 2049”

No filme de Hollywood “Blade Runner 2049” as pessoas movem-se nas grandes metrópoles em táxis ou carros voadores. Mas a mobilidade suave aérea, com estes aparelhos voadores movidos a energia elétrica, ainda é uma distopia ou uma realidade à qual só falta data de arranque?

Para os peritos do setor, não há dúvidas: os carros voadores movidos a energia elétrica e com descolagem e aterragem vertical são já uma realidade e é só uma questão de saber “quando” vão invadir os céus e não mais de efabular se será possível. Nas previsões nunca há certezas mas há quem arrisque falar já em 2023 ou 2024 embora os peritos refiram que o ano do “novo normal” destes táxis voadores será em 2030, o ano da pegada carbónica “net zero” a nível global.

Marcus Parentis, da Divisão de Eletrónica Automóvel da Bosch, lembrou, num artigo publicado no site da multinacional alemã de engenharia e eletrónica, que “os primeiros testes com táxis aéreos não identificados foram realizados com sucesso no Dubai em 2017”. Em tese, Parentis entende que é possível que os táxis aéreos estejam disponíveis em algumas metrópoles mundiais já em 2023, embora ressalve que este ainda não é o momento para se tornarem uma tendência. “Atualmente, a tendência na indústria automóvel e no setor de desenvolvimento de aeronaves urbanas é a mobilidade partilhada”, afirmou.

“Até me atrevo a dizer que vamos voar de forma autónoma antes mesmo de aderirmos por completo à condução autónoma porque o tráfego aéreo é mais ordenado do que nas vias rodoviárias”, acrescentou o perito da Bosch.

A consultora global McKinsey&Company ouviu os administradores de companhias e operadoras aéreas no setor da Mobilidade Aérea Avançada (AAM, na sigla em inglês)  Kersten Heineke, Benedikt Kloss e Robin Riedel, para um artigo sobre o tema, disponível no site da consultora. Os três executivos concordam que a normalidade de ter carros e táxis voadores será efetiva a partir de 2030. Garantem também que já será possível viajar num desses aparelhos voadores urbanos a partir de 2024 e que estes são mais seguros, estáveis, acessíveis financeiramente e mais amigos do ambiente do que os carros.

Em 2030 as empresas que lideram o setor da AAM poderão vir a ter maiores frotas e oferecer mais voos por dia do que as maiores companhias aéreas tradicionais. A proporção estimada pela McKinsey será de  20.000 voos diários de um operador AAM contra 2200 voos diários de uma operadora aérea convencional.

Voos mais curtos

Os voos serão mais curtos, numa média de 18 minutos, e com poucos passageiros a bordo (entre um a seis mais o piloto). Uma cadência que irá obviamente criar desafios operacionais.

A Uber e a Boeing já estão na corrida de desenvolvimento dos táxis aéreos eVTOL (electrical vertical take-off and landing) e um relatório divulgado pela BBC a 18 de outubro de 2021 estima que em 2040 existam 430.000 aparelhos desses em circulação em todo o mundo.

Como no filme “Blade Runner 2049” os táxis voadores irão provavelmente levantar e aterrar verticalmente. A ideia é voarem a apenas 400 metros do solo entre plataformas especiais em corredores aéreos permanentes. “Inicialmente, os pilotos humanos vão sentar-se ao comando mas serão substituídos rapidamente por sistemas de voos autónomos”, prevê o perito da Bosch, Marcus Parentis.

O engenheiro da multinacional alemã está confiante quanto à acessibilidade destes aparelhos futuristas aos cidadãos comuns. “Assim que a tecnologia estiver desenvolvida o suficiente, os passageiros poderão viajar em táxis voadores a preços comparáveis aos dos táxis normais”. Para os operadores será por isso importante oferecer tecnologia fiável a baixo custo, nomeadamente sensores, um campo onde a Bosch está a desenvolver soluções acessíveis.

As grandes metrópoles também vão necessitar de ter mini-aeroportos para os táxis voadores, os chamados “skysports”. A firma californiana Job Aviation está na linha da frente no desenvolvimento de táxis aéreos e já desenvolveu mais de 1000 testes com a sua frota de eVTOL. A Job Aviation espera ter aprovação do regulador norte-americano, a Federal Aviation Administration, para arrancar com as operações comerciais em 2024, segundo o referido artigo da BBC. O futuro da mobilidade suave aérea já está em trânsito e vai mudar a paisagem das cidades.

 

 

 

 

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