
“Limpar de Bicla” em passeio até Algés de olho nas beatas de cigarro

É mais um desafio lançado à população, pela Ecomood, associação promotora de mobilidade sustentável, para adesão ao passeio “ Limpar de Bicla” marcado para sábado, 21 de fevereiro, em Algés, com o objetivo de apanhar beatas de cigarro do chão e entregar folhetos a fumadores na via publica, para os sensibilizar sobre o impacto que tem na natureza, este tipo de comportamento e lembrar as sanções a que estão sujeitos os pevaricadores. O resultado da recolha servirá de matéria-prima à elaboração de uma escultura, a realizar por todos os participantes, na praia de Algés, antes de seguir caminho para a lixeira municipal.
A operação limpar de BICLA, salta para a estrada no sábado, dia 21 de fevereiro, em Algés, por iniciativa da Ecomood, a associação promotora da mobilidade sustentável que acaba de aderir à Alliance Portugal e conta ter nesta ação, entre os participantes, o autarca de Oeiras, Isaltino Morais.
A ação consiste num passeio de bicicleta pela zona ribeirinha e culminará no centro de Algés, com apanha de beatas do chão, junto a cafés, bares e restaurantes, onde se vão distribuir folhetos a explicar o impacto que representa para o ambiente, uma beata de cigarro, deixada na via pública, bem como, alertar os fumadores, que este tipo de comportamento é sancionado com multas que podem ir aos 250 euros.
A lei existe desde 2008, mas António Gonçalves Pereira, coordenador da Ecomood, denuncia que não está a ser aplicada e requer fiscalização supervisionada pelas autarquias locais.
Nesse sentido, a Ecomood já enviou uma carta ao presidente da Associação Nacional de Municipios a apelar a uma intervenção junto das entidades com competências e obrigações de fazer cumprir a legislação.
Este responsável, também embaixador do Pacto Climático Europeu e adepto da bicicleta adianta que o
Limpar de Bicla é uma das ações da Ecomood, agora membro da Alliance Portugal, que é levada a todo o país como iniciativa de sensibilização prática. “ Nós promovemos mudança de mentalidades, comportamentos e soluções sustentáveis e gostamos mesmo de pôr as pessoas a fazer coisas e nesta caso, trata-se de um passeio de bicicleta, não só para passear, é mais uma viagem de bicicleta com propósito de fazer coisas úteis, utilizando veículos de duas rodas, como meio de transporte”, acrescenta.
Desta vez, o ponto de partida é junto ao Quiosque da Mobilidade de Oeiras Move, seguido de passeio à beira Tejo, com regresso ao centro de Algés, onde vai culminar a ação à porta de cafés, bares e restaurantes e onde os participantes vão apanhar beatas atiradas ao chão e entregar folhetos informativos sobre impactos ambientais desta substância na atmosfera e sobre moldura penal para quem tem esse tipo de comportamento.
António Gonçalves Pereira sublinha que a multa vai até aos 250 euros, para cada vez que se atira uma beata para o chão e as pontas de cigarro é um resíduo que demora mais de uma década a desaparecer na natureza, a olho nú, pois an realidade apenas se desintegra e se transforma em microplásticos. Conclui que é uma de sensibilização pela positiva e conta com uma série de parceiros, entre eles, a Parques Tejo , empresa responsável pela área de mobilidade do município de Oeiras.
Concluída a iniciativa, os participantes regressarão à praia de Algés, para fazer uma instalação artística com a quantidade recolhida, para depois fotografar é participar num concurso de fotografia dedicado a peças de arte, feitas a partir de lixo.
O organizador adianta ainda que o foco é apanhar beatas, mas “os participantes podem apagar outro tipo de residuos, pois no final do dia, a ação culmina com a entrega do resultado da recolha à Tratolixo, que é a empresa de gestão de resíduos daquela zona.
António Gonçalves Pereira assegura que a Ecomoood enviou uma carta ao presidente da Associação Nacional de Municípios, a pedir-lhe que interceda junto dos municípios, para que a lei, já com seis anos, comece a ser cumprida, “uma vez que ainda não está a não ser aplicada por ninguém.”
No entender este ativista, cabe aos municípios a fiscalização, tal como, à PSP, Polícia Marítima e ASAE, fazer cumprir a lei, quer junto do cidadão comum, quer dos estabelecimentos comerciais de utilização pública, qeu tem que providenciar recipientes adequados, como por exemplo, cinzeiros, para que as pessoas tenham alternativa e não os atirem para o chão, bem como, devem ser obrigados a providenciar a limpeza dos seus espaços exteriores.
Há que fiscalizar mais por persuasão, do que por penalização, no entender deste responsável, e nem autoridades, nem autarquias têm assumido as suas responsabilidades e algo tem que ser feito.
Acrescenta que entretanto, foi criada uma entidade, que é única e funciona dentro do Eletrão, que passou a ter a responsabilidade da gestão deste resíduo sólido urbano, que são as pontas de cigarros. “É uma coisa recente e que nós também estamos já em contacto, para que esteja connosco nisto e para que se junte quer a esta ação, quer a este apelo, para que as coisas sejam mais bem feitas.”
Para já, prepara-se o pelotão para o ”Limpar de Bicla”, com a esperança de ver entre os participantes, o autarca de Oeiras, Isaltino Morais, se não for a pedalar, pelo menos, a ajudar a apanhar beatas e entregar folhetos.








