Pollen avança com rede de postos para troca de baterias em Portugal

Notícias (geral)
11-05-2026

A Pollen está a construir a primeira rede de postos de carregamento de baterias para motas e scooters e a lançar em Lisboa as primeiras 3 estações instaladas em postos da Galp, nas zonas das Amoreiras, Alvalade e Lumiar, mas quer chegar às trinta localizações até final do ano.

A Pollen avançou para o modelo de troca de baterias veículos motorizados, como motas. Scooters, nos primeiros três postos de abastecimento, mas quer triplicar esse numero até junho e chegar ao final do ano já com 30 estações  criadas na capital portuguesa.

 

Rui Bento, CEO da empresa explica que partiram para o terreno após verificar que a atual realidade mostra que as as frotas elétricas de motas representam apenas 6% do total vendidas na UE, bem inferior ao numero vendido de automoveis e autocarros elétricos e esta formula permite troca em segundos e com redução de 30 a 40% no preço de carregamento face aos combustíveis.

 

Para o gestor, não basta replicar o modelo dos automoveis para eletrificar scooters e motas, considera que é preciso uma solução que torne o modelo elétrico mais barato e mais prático que a gasolina e garante que a bateria da Pollen é universal, tendo sido pensada para resolver este problema, graças à sua tecnologia ECS (Electronic Cell Switching),que pode alimentar, com segurança e sem perda de performance, veículos de diferentes marcas e modelos.

 

 

O gestor liderou durante anos a Uber em Portugal e lançou, anos depois, a Kitch (que vendeu à Glovo em 2022) e decidiu lançar este novo projeto que considera ser o primeiro sistema de troca de baterias para motas e scooters verdadeiramente universal.

 

 

Para operacionalizar este investimento recebeu cerca de 3,2 milhões de euros numa ronda em que participaram fundos europeus especializados, com o desejo de conquistar primeiro  Lisboa, só depois estender o negócio a cidades do resto do país e mais tarde avançar para mercados externos, em especial no sul da europa.

 

Explica que na prática, não se trata apenas de um lançamento de um novo produto, mas de uma categoria de produto única. Em menos de um minuto, os utilizadores trocam as suas baterias descarregadas por outras totalmente carregadas, sem esperas nem preocupações com autonomia.

 

No fundo, esta startup portuguesa quer mudar o panorama atual do sector uma vez que o transporte rodoviário continua a ser uma das principais fontes de emissões de gases com efeito de estufa, e mais de 97% dos ciclomotores e motociclos continuam a funcionar a gasolina, libertando centenas de milhões de toneladas de CO₂ anualmente.

 

O gestor adianta que a eletrificação deste segmento tem sido travada pelos elevados custos, pela autonomia limitada, pelos longos tempos de carregamento e pela ausência de um padrão comum para as baterias. 

 

O sistema de troca de baterias é vulgar em países como a China em todo o tipo de veículos elétricos e onde se estima que existam cerca de 3 700 estações de troca rápida até final deste primeiro semestre de 2026. O país tem expandido rapidamente esta tecnologia, permitindo a substituição completa da bateria em poucos minutos e ode um único posto pode atender cerca de 70 carros por dia.

 

O objetivo da Pollen passa por viabilizar 100 milhões de viagens e entregas diárias em todo o mundo, sem recurso a combustíveis fósseis, através da sua rede de troca de baterias por subscrição.

 

Assegura que a sua tecnologia tem aplicações que vão para além da mobilidade urbana, incluindo o fornecimento distribuído de energia de reserva para as cidades e por isso considera que dá  o seu contributo para cidades mais inteligentes.

Artigos relacionados

Português percorre 5 000 kms em roadtrip elétrica até Munique

Inscrições abertas para conferência de lançamento da Mobi Summit

Menor subida do biodiesel sem segredos

Patrocinadores