Possível ligação de barco ao Parque das Nações já em 2027

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16-09-2026

Falta finalizar protocolo com a Câmara Municipal de Lisboa para a Transtejo avançar com a prometida ligação fluvial da margem sul até ao Parque das Nações, mas o presidente da empresa acredita que tal se concretize muito em breve e não esconde o desejo de avançar com o projeto já no próximo ano.

 

As negociações com o município de Lisboa, para avançar com o transporte fluvial da margem sul do Tejo até ao Parque das Nações, estão a avançar a "bom ritmo", garante Rui Rei, presidente do conselho de administração da Transtejo/Soflusa.

 

Estamos a conversar com a Câmara de Lisboa para fechar um protocolo para podermos chegar ao Parque das Nações e acredito que em breve teremos novidades. Se tudo correr bem, talvez já no próximo ano. O diálogo decorre a bom ritmo e depois é preciso fazer o investimento para se poder lá chegar, nomeadamente construir um pontão novo, fazer a dragagem e a recuperação das instalações", acrescenta.

 

Numa fase inicial, as viagens de barco até à zona oriental da capital portuguesa serão asseguradas por navios já existentes na frota da empresa, utilizando as embarcações que têm estado em manutenção e nas quais a Transtejo fez um investimento que ronda os cinco a sete milhões de euros.

 

"Fizemos forte investimento em manutenção e, durante o próximo ano, teremos algumas dessas embarcações disponíveis para poder fazer esta ligação inicial, em termos transitórios, até depois termos a nova frota", explica.

No arranque da Semana Europeia da Mobilidade, esta quarta-feira, a Transtejo apresenta a sua frota de dez barcos 100% elétricos, que tem sido introduzida de forma gradual no mercado no último ano. Na Conferência "Mobilidade e Diálogo", no Salão das Carochas, em Almada, também será feito um ponto de situação dos estudos de viabilidade do projeto do Metro até à Caparica, na qual a autarquia local vai falar das oito intervenções iniciadas para a retirada de carros, arborização, criação de passeios pedonais e experiências-piloto em zonas como Trafaria, Costa da Caparica, Cova da Piedade, Almada Velha e Feijó.

Para apresentar ao Governo, até final do primeiro trimestre do próximo ano, está o novo plano de renovação de frota da Transtejo, até aqui composta por 30 navios, entre eles, 24 catamarãs, incluindo os dez elétricos com capacidade para 540 passageiros e 20 bicicletas, além de outros dois ferries para passageiros e veículos entre Lisboa e Almada e os quatro cacilheiros tradicionais.

"Um plano a apresentar ao nosso acionista, que é o Estado, porque operamos as restantes rotas com navios a diesel e estamos a chegar à conclusão de que, no futuro, não precisamos de embarcações tão grandes. Eventualmente, em alguns casos, precisaremos de embarcações menores e mais ágeis para a ligação de margens e, no futuro, também gostaríamos de fazer ligações entre pontos da mesma margem. Seja na margem sul, seja na margem norte, ou outras ligações em pontos mais pequenos do Tejo", adianta.

Apesar da conjuntura, Rui Rei revela algum otimismo quanto ao investimento necessário para fazer avançar estes planos.

"O Governo tem tido sempre abertura para nos ouvir. Desde o início, nunca tivemos nenhum obstáculo por parte do senhor ministro, ou da senhora secretária de Estado, ou de qualquer outro membro do Executivo. Neste caso, nada nos impede de prestar o serviço e de apresentar projetos para o futuro. Isso não está em causa. Tanto que, neste momento, está a ser feito o maior investimento em recuperação das embarcações nos últimos anos, que já vai entre cinco a sete milhões de euros", sublinha.

O ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, participa no evento "A maior operação elétrica do mundo" da Transtejo/Soflusa no Cais das Pombas (frente ao Jardim do Cais do Sodré) na tarde de 16 de setembro, que assinala o arranque da Semana Europeia da Mobilidade.

Ana Maria Ramos

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