
Fim de estacionamento em 7 ruas do Chiado

O Chiado mudou de vez, com fim do estacionamento à superfície em 7 ruas e o fecho ao transito da Rua Anchieta, modelo a replicar na Rua da Escola Politécnica e em Belém, mas já com uma série de manifestações de interesse, por parte de várias comunidades, de outras zonas da cidade.
Lisboa avançou como projeto “Viva a Rua” para melhorar a mobilidade urbana no centro histórico e acaba com 46 lugares à superfície, remetendo viaturas para os mais de 1200 boxes existentes nos parques de estacionamento subterrâneos que existem na zona do Chiado.
O Dia Europeu Sem Carros em 2026 fica assim assinalado com o início do projeto “Viva a Rua” na capital portuguesa, numa zona onde circulam a pé diariamente mais de 20 mil pessoas e 4 mil veículos, para estimular hábitos de vida saudável e outros modos de mobilidade, incluindo transportes públicos, como o metro, elétricos, ou autocarros.
Gonçalo Reis, vice-presidente da câmara municipal de Lisboa, assegura à TSF que a “decisão levou em consideração todos os contributos e opiniões da comunidade local” e para residentes e comerciantes, ficam reservados 23 lugares, 13 destinados a serviços essenciais, incluindo taxis, hoteis e teatros.
A Rua Anchieta é a única totalmente pedonal, com floreiras e outro mobiliário urbano a impedir o acesso automóvel, enquanto nas restantes o trânsito circula, agora com vias mais desimpedidas, entre elas, Rua Garrett, Rua Nova do Almada, Rua do Carmo, Rua Ivens e Rua Serpa Pinto.
O município adianta que pretende alargar o projeto “Viva a Rua” a outras freguesias da cidade, para as quais está a receber manifestações de interesse das comunidades locais. Para já, tem em estudo o alargamento do passeio numa das laterais da Rua da Escola Politécnica e o acesso entre Palácios na zona de Belém.
O responsável pelo pelouro da mobilidade na autarquia adianta que outras melhorias estão a ser feitas na cidade para estimular hábitos de vida saudável da população, incluindo as ciclovias desde o centro histórico `Avenida da India para cumprir o objetivo do executivo de “até 2029, ninguém ficar a uma distância superior a 15 minutos de uma estação de bicicletas”.
Gonçalo Reis recorda que já entrou em vigor a nova app da EMEL com mais funcionalidades e regista mais de 40 mil utilizadores e garante que a autarquia está a estudar o uso de trotinetes por motivos de segurança, mas afasta, por enquanto, a hipótese de proibição de circulação deste modo de mobilidade suave.
Ana Maria Ramos







