Portugal ultrapassa 740 mil carregamentos

Notícias (geral)
17-03-2026

A Mobi.E, gestora da rede publica de carregamento de veículos elétricos anuncia o reforço da expansão da infraestrutura e os últimos dados, relativos ao mês de fevereiro, indicam que num mês, foram realizados em Portugal mais de 747 mil carregamentos.

A Rede Nacional de Carregamento de Veículos Elétricos gerida pela MOBI.E registou em fevereiro de 2026 um desempenho sólido, refletindo o crescimento contínuo da mobilidade elétrica em Portugal, com a confirmação de um aumento de 28% face a período homologo, com mais de  747.000 carregamentos e mais de 173 mil utilizadores, que foram mais 74% do que em igual período do ano passado.

Foram consumidos mais de 17 mil MWh de energia elétrica na rede pública. Um crescimento de 36% face a 2025, permitindo percorrer mais de 114 milhões de quilómetros com veículos elétricos carregados na Rede.

No final de fevereiro, a rede pública gerida pela MOBI.E disponibilizava 7.594 postos de carregamento, distribuídos por todo o território nacional, correspondentes a 14.311 pontos de carregamento e 16.129 tomadas. A potência total instalada atingiu 514.824 kW, mais de 6% acima ao critério de potência exigido pelo regulamento europeu AFIR (Alternative Fuels Infrastructure Regulation).

A rede apresenta também uma oferta cada vez mais diversificada de soluções de carregamento. Entre os postos disponíveis, 2.950 são rápidos ou ultrarrápidos, incluindo 2.338 postos rápidos e 612 ultrarrápidos, representando cerca de 39% da infraestrutura pública, o que permite reduzir significativamente os tempos de carregamento e melhorar a experiência dos utilizadores.

Este volume de utilização teve também um impacto ambiental significativo.  A mobilidade elétrica permitiu, no mês transato, evitar a emissão de mais de 13 mil toneladas de CO₂, o equivalente à capacidade de retenção anual de carbono de cerca de 227 mil árvores em ambiente urbano com 10 anos.

O mesmo volume de emissões corresponde ainda às emissões anuais de aproximadamente 2.800 habitantes ou 1.100 famílias portuguesas, além de representar mais de 5,1 milhões de litros de gasóleo que deixaram de ser consumidos.

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