
Utilizadores de elétricos alertam para impactos irrealistas de estudo sobre financiamento da rodovia

A UVE - Associação de Utilizadores de Veículos Elétricos alerta para projeções que considera irrealistas sobre o impacto da eletrificação nas receitas rodoviárias, contempladas no estudo da AMT sobre Financiamento da Rede Rodoviária.
A UVE - Associação de Utilizadores de Veículos Elétricos considera prematuro antecipar novas formas de tributação dos veículos elétricos e defende que a eletrificação deve ser encarada como uma oportunidade, e não como uma ameaça às receitas rodoviárias.
De acordo com o estudo feito pela Autoridade de Mobilidade e Transportes, a pedido do parlamento, a quebra nas receitas de portagens e combustíveis fósseis revelam que o atual modelo de financiamento da rede rodoviária está em ruptura.
Pelos cálculos da AMT existe uma diminuição da Contribuição de Serviço Rodoviário (CSR) estimada em 691 milhões de euros em 2025 e uma redução de receitas de portagens na ordem de 234,3 milhões de euros em 2025, menos 28% do que em 2024.
O estudo chama ainda a atenção para o fim de mais de 20 concessões rodoviárias que terminam entre 2028 e 2040, tornando urgente preparar a transição desses contrato.
Nas recomendações da AMT entra a taxação por kms, na prática, cobrança de portagens com base nos quilómetros efetivos percorridos, com especial foco para veículos pesados e comerciais.
Propõe também que veículos elétricos devam contribuir para o financiamento da rede rodoviária, compensando a perda de receita dos combustíveis fósseis, bem como a taxação para entrada em áreas de elevado tráfego urbano ou congestionado.
Sugere ainda que o Estado passe de financiador residual a cliente do sistema rodoviário, garantindo remuneração base associada à disponibilidade, operação e manutenção da via, para maior previsibilidade financeira.







